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terça-feira, 2 de junho de 2009
Evolução Humana

EVOLUIR SEM DOER! É POSSÍVEL...!
SOMOS DIVINOS; A PERFEIÇÃO É A NOSSA FATALIDADE
J. Herculano Pires: “ O homem, as gerações humanas, morrem no tempo, mas o espírito não. O tempo é o campo de batalha em que os vencidos tombam para ressuscitar. Quem poderia deter a evolução do espírito no tempo? A consciência humana amadurece na temporalidade. A esperança espírita não repousa na fragilidade humana, mas das potencialidades do espírito, que se atualizam no fogo das experiências existenciais. E a verdade intemporal aguarda a todos no impassível limiar do eterno.” ( Orelha do livro: O espírito e o tempo)
Impossível falar de evolução sem atribuir ao tempo um papel de extrema importância, pois é através dele que o homem viaja em busca de si mesmo. É na solidão interior, no campo da batalha imaterial que visualizamos o muito que há a fazer para aquietar o nosso espírito que se apequena e agiganta-se no nosso olhar complacente e descuidado numa alternância que só o tempo nos fará fixar a atenção nos pontos que farão a diferença, o tempo que fará o papel de lapidador que nos levará a perceber o nosso potencial perfectível e a nossa essência divina.
Bendito tempo que a todos dá tempo para aprender e crescer, somos os senhores do tempo, pois que somos capazes de o acelerar ou quase o fazer desaparecer com a nossa inércia e preguiça ignoramos e passamos pela existência sem perceber que a vida quer de nós muito mais que comer, dormir e respirar, tudo isso no automatismo que nos distrai da rota, e nos acomodamos na mediocridade do existir sem ser, do fazer sem a consciência que nos daria a dimensão exata do nosso porvir divino, da nossa necessidade de crescer naturalmente, sem doer, sem sofrer, mas infelizmente não acontece assim; lançamos mão do nosso direito de escolha e a nossa pressa de escolher, sem o cuidado necessário nos leva a dor, é nesse doer que o crescimento acontece, e apanhados pela dor cujo gatilho fomos nós mesmos que acionamos, começamos a nossa via crucis e o sofrimento se instala e com ele o nosso doer se faz mais intenso e a sensação de abandono cresce em nós, e os outros começam a ser o nosso foco, os responsáveis diretos pela nossa desdita.
André Luis no seu livro Evolução em Dois Mundos diz que somos seres embrionários no desenvolvimento da razão. Fetos na compreensão do mundo onde vivemos.
Que somos infantis, imaturos e muitas vezes criamos teorias muito simples para explicar o que ainda não compreendemos estamos cansados de saber, mas como mudar o rumo, como apressar a nossa compreensão da verdade e de nós mesmos? Enfrentamos um mundo difícil, o homem nos primórdios da humanidade imaginou terríveis castigos para cada deslize seu. Acreditou-se escravo da dor, imaginou-se chicoteado por deuses que exultavam com o seu sofrimento. Foi sistematicamente manipulado por líderes religiosos irresponsáveis que cultivavam o medo e a dor como o caminho para a evolução.
O homem foi joguete nas mãos de líderes cegos e cego se tornou. E a crença no fatalismo, na impotência humana na superação da dor, envolveram a terra dificultando o crescimento do homem.
Com o advento do espiritismo, que levanta a ponta do véu, nos revelando a origem simples e ignorante do espírito, nos dando a exata dimensão do muito que há para crescer e aprender, a palavra de ordem é evoluir. Os espíritos nos asseguram que tudo começa em nós, que Deus tem planos infinitos, que em cada um plantou as sementes da perfeição, nos fez seres cheios de potencial em essência para ser trabalhado e na caminhada nem sempre consciente, o homem partiu em busca do projeto divino que é, e nessa busca começa a construção de si mesmo, começa a compreender como no dizer de Zélia Duncan: que “A vida não está certa nem errada aguarda apenas nossa decisão.” É tão intensa em nós a alegria de descobrir que só de nós depende a forma como queremos aprender. Se podemos escolher o caminho suave e intenso de aprendizagem, observando o nosso próprio espaço e nele sermos os senhores do nosso destino, absorvendo as lições, lendo nas entrelinhas da existência, o que precisamos aprender, tirando de cada experiência o melhor que ela nos deixa, vamos gradativamente nos aperfeiçoando como o diamante bruto que precisa ser lapidado, o espírito simples e ignorante tem nas experiências sucessivas a oportunidade para fazer brilhar o seu sol interior, transformando um projeto numa construção real e palpável.
Os espíritos nos dizem que a dor não é uma punição, que funciona como um excelente mecanismo da vida a serviço da própria vida. Pois, que, nos diz Joana de Angelis no seu livro Plenitude: Em todo processo degenerativo ou de aflição, o espírito em si mesmo, é sempre o responsável, consciente ou não. E, naturalmente, só quando ele se resolve pela harmonia interior, opera-se-lhe a conquista da paz, e continua Joana, por extensão, pode-se dizer que o sofrimento não é imposto por Deus, constituindo-se eleição de cada criatura, mesmo porque, a sua intensidade e duração estão na razão direta da estrutura evolutiva, das resistências morais características do seu estágio espiritual.
Muitos de nós acreditamos que o sofrimento e a dor é a única certeza que a vida dá, não entendemos que ela só se instala quando na nossa conduta equivocada nos afastamos do amor que a tudo suaviza e apazigua. Joana afirma: O sofrimento e o amor são mecanismos da evolução, quando um se afasta, o outro se apresenta.
Portanto a nossa compreensão conclui que:
(1º) A vida não tem que doer
(2º) A evolução de cada um, a forma como se dará depende da nossa escolha pelo amor ou pela dor
(3º) O tempo é nosso maior aliado na caminhada evolutiva
(4º) A vida não privilegia ninguém
(5º) O homem se auto constrói, se auto aperfeiçoa e com o seu caminhar nem sempre seguro, nem sempre inteligente, vai entre trancos e barrancos em busca de si mesmo, ora elegendo a dor como combustível para a caminhada evolutiva, ora ficando com o amor e na companhia do mesmo vai se incorporando a sua maneira de ser uma delicadeza e suavidade que só a lapidação evolutiva é capaz de proporcionar, colocando na sua postura existencial uma elegância moral que só o tempo é capaz de vestir o espírito com tamanha delicadeza e luminosidade.
AVANIZE G. MENDES
Obras citadas: O Espírito e o Tempo – José Herculano Pires
Livro: Plenitude – Psicografia: Divaldo Franco e Joana de Angellis. (espírito). Editora Leal, 8ª edição, Salvador – Bahia
Livro: Evolução em Dois Mundos – Do Espírito André Luiz
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