
No dizer de Joana de Angelis: “Responsabilidade resulta da consciência que discerne e compreende a razão da existência humana, sua finalidade e suas metas, trabalhando por assumir o papel que lhe está destinado pela vida. Livro Jesus e a atualidade págs. 65 e 66 e continua ela, o homem responsável sabe o que fazer, quando e como realizá-lo. Não se torna parasita social, nem se hospeda no triunfo alheio, tão pouco ocupa-se do desculpismo ridículo”.
Quando nascemos ou chegamos à casa provisória da nossa experiência, não estamos prontos, somos potencialmente perfectíveis, não sabemos de imediato como trabalhar essa nossa necessidade de ir para frente, temos um corpo, e com ele todas as ferramentas que nos levará a conquista do idealizado, do planejado, a primeira lição a aprender é o respeito e a aceitação desse corpo novo e adequado às necessidades evolutivas, nem mais nem menos, tudo na medida exata do tamanho da carência espiritual, do degrau que precisa ser conquistado, desenvolver amor por essa abençoada casa e perceber no corpo que habitamos a sua função divina, que oportuniza a lição inadiável para nosso espírito que busca a perfeição.
Compreender que estamos numa escola é provavelmente a nossa segunda descoberta, é que tudo e todos que cruzam o nosso caminho são professores em potencial, são os agentes de aprendizagem. Com o tempo nós aprendemos que não importa o quanto nos rebelemos com o estabelecido, a vida não vai parar para nos privilegiar, não vão se modificar para nos fazer felizes, que ninguém vai fazer nossa lição, ela é intransferível e pessoal. Descobriremos cedo ou tarde que erros são demonstrações de formas inadequadas de fazer as coisas e que são nossos grandes amigos, pois erros e acertos são faces da mesma lição, e que estão em nossa vida como hábeis mestres, a nos demonstrar efetivamente, a necessidade de ampliar os nossos horizontes, fazendo que percebamos que certas escolhas não foram convenientes, que o que faz doer não nos serve, embora tenham cumprido a missão de nos despertar.
O tempo, esse é o nosso grande mestre, a lição se repete tantas vezes quantas se fizerem necessárias, e nos será mostrada de tantas maneiras até que aprendamos, e vai se intensificando até que compreendamos, concebamos que o jeito melhor de aprender é nos tornando flexíveis, dóceis, como a lição do bambu que vai ao sabor do vento, verga, mas não quebra, pois as raízes se aprofundam na terra lhe fortalecendo o caule, assim deveremos aprender, tendo a humildade e inteligência para olhar com cuidado cada ato e atitude da vida, ler nas entrelinhas, o que a vida está me ensinando agora, em que ponto da minha ignorância ela está tocando, qual parte de mim ela quer salientar para polir e deixar-me luzir para a perfeição, as nossas são raízes superficiais demais, quando algo não nos agrada, vamos logo ceifar em outro terreno, nos distraímos preocupados excessivamente com a plantação do outro, pois que o outro não nos serve como o próximo para amarmos, como nos ensina Jesus. O outro é sistematicamente usado para nos afastar da nossa triste noite interior. Enquanto insistirmos em usar o outro para nos afastar de nós mesmos, enquanto o outro for o nosso foco de fuga, a nossa rota pra fora, e o medo de viajarmos para o país de nós mesmos, as dores irão se intensificando até nos deixar em carne viva e por isso mais sensíveis, mais cordatos, finalmente iremos pra casa em pedaços, tão doidamente doídos, reconstruir nas ruínas por nós provocadas, refazer o caminho, conscientes que o primeiro passo precisa ser dado por nós mesmos, que ninguém, ninguém mesmo, fará a parte que nos cabe, arcando com o ônus do abandono interior, perceberemos quais tolos fomos, tínhamos um terreno fértil e imenso para cultivar e na nossa embriaguez fugimos para o terreno do outro, que deveria nos servir como referência, nunca como solução, ou os donos das sementes que a cada um cabe plantar e cultivar, descobriremos finalmente que o outro não nos deve nada, que a nossa é uma batalha solitária e abençoada, pois a cada um os louros da conquista espiritual. Deus nos deu a imensa tela da existência perfectível, cabe a nós a escolha da qualidade da tinta com que coloriremos o nosso porvir, e quanto tempo levaremos nessa obra de arte que assinaremos honrosamente, num tempo cujo ritmo somos nós que estabelecemos.
Isso posto fica absolutamente salientada a nossa responsabilidade, as respostas estão em cada um de nós. As equações terão o resultado das escolhas que fizermos. O certo e errado não existem, mas as conseqüências são pássaros que nos libertam ou charcos que nos aprisionam e torturam sistematicamente, até que novas lições sejam aprendidas. Responsabilidade que não compactua com as loucuras de homens desavisados, delinqüentes bem postos na ilusão do vernis social e político; responsável é o ser que sabe ocupar o seu espaço, consciente do seu papel na construção de uma sociedade mais justa, mais espiritualizada. O ser responsável sabe na medida exata o que a vida lhe pede e não negligencia a oportunidade de ser exemplo, de mostrar em cada atitude, a sua postura elegante, de quem tem consciência e delicadeza moral, responsável, sabe que a ele cabe o dever do fazer bem feito, contudo, sabe ser paciente com o ser ainda adormecido, inconsciente do potencial latente que cada um é possuidor, não negligencia uma oportunidade de ser professor, de nos dá lição, de efetivamente demonstrar na ação que cada um é capaz, de fazer sua lição de casa, que os sonhos são realizações possíveis e só depende de nós. Deus infinitamente bom, não se cansa de enviar para o convívio da nossa ignorância os já iluminados, responsáveis e conscientes para servir de parâmetros, exemplos a serem seguidos. A luz do saber nesses seres é um convite para levantarmos da nossa inércia, erguer o olhar já cansado de paisagens sombrias e assustadoras, da floresta densa da nossa irresponsabilidade sistemática, pois que todos nós, sem exceção, temos na consciência a bússola que nos dá o norte das leis Divinas,o abuso dos direitos de escolha, a persistência em pegar atalhos e a ilusão de que a luz do outro acabará com a escuridão da nossa noite moral, nos colocou na retaguarda do crescimento. Querendo voar com as asas alheias, continuamos a nos arrastar nas ilusões perigosas dos desvarios, dos jogos fáceis, que à nossa ignorância fascinam.
Se não somos capazes ainda do dia claro do conhecimento, comecemos pela madrugada do saber, que vislumbra ainda que timidamente, um dia de sol esplêndido, que fere o nosso olhar acostumado a escuridão confortável da nossa ilusão, vamos, embora devagar, sempre em frente, nos deixando envolver docemente nessas lições amorosas com que Deus nos presenteou e continua a acreditar na sua criatura, ninguém sabe mais da criatura do que o seu criador, se as vezes a vida faz doer é só um jeito inteligente em que a grande inteligência explicita o nosso jeito inadequado de fazer as coisas.
Sempre dependerá de nós, luz ou escuridão, saber ou ignorância, tudo são escolhas, os outros são irmãos também a caminho da própria iluminação, não são degraus para serem usados desrespeitosamente por nossa insanidade, podem e devem ser companheiros de jornada, nunca a desculpa para os nossos descaminhos, somos sempre responsáveis pela forma como estamos aprendendo a lição. Pensemos nisso...
AVANIZE G. MENDES
Quando nascemos ou chegamos à casa provisória da nossa experiência, não estamos prontos, somos potencialmente perfectíveis, não sabemos de imediato como trabalhar essa nossa necessidade de ir para frente, temos um corpo, e com ele todas as ferramentas que nos levará a conquista do idealizado, do planejado, a primeira lição a aprender é o respeito e a aceitação desse corpo novo e adequado às necessidades evolutivas, nem mais nem menos, tudo na medida exata do tamanho da carência espiritual, do degrau que precisa ser conquistado, desenvolver amor por essa abençoada casa e perceber no corpo que habitamos a sua função divina, que oportuniza a lição inadiável para nosso espírito que busca a perfeição.
Compreender que estamos numa escola é provavelmente a nossa segunda descoberta, é que tudo e todos que cruzam o nosso caminho são professores em potencial, são os agentes de aprendizagem. Com o tempo nós aprendemos que não importa o quanto nos rebelemos com o estabelecido, a vida não vai parar para nos privilegiar, não vão se modificar para nos fazer felizes, que ninguém vai fazer nossa lição, ela é intransferível e pessoal. Descobriremos cedo ou tarde que erros são demonstrações de formas inadequadas de fazer as coisas e que são nossos grandes amigos, pois erros e acertos são faces da mesma lição, e que estão em nossa vida como hábeis mestres, a nos demonstrar efetivamente, a necessidade de ampliar os nossos horizontes, fazendo que percebamos que certas escolhas não foram convenientes, que o que faz doer não nos serve, embora tenham cumprido a missão de nos despertar.
O tempo, esse é o nosso grande mestre, a lição se repete tantas vezes quantas se fizerem necessárias, e nos será mostrada de tantas maneiras até que aprendamos, e vai se intensificando até que compreendamos, concebamos que o jeito melhor de aprender é nos tornando flexíveis, dóceis, como a lição do bambu que vai ao sabor do vento, verga, mas não quebra, pois as raízes se aprofundam na terra lhe fortalecendo o caule, assim deveremos aprender, tendo a humildade e inteligência para olhar com cuidado cada ato e atitude da vida, ler nas entrelinhas, o que a vida está me ensinando agora, em que ponto da minha ignorância ela está tocando, qual parte de mim ela quer salientar para polir e deixar-me luzir para a perfeição, as nossas são raízes superficiais demais, quando algo não nos agrada, vamos logo ceifar em outro terreno, nos distraímos preocupados excessivamente com a plantação do outro, pois que o outro não nos serve como o próximo para amarmos, como nos ensina Jesus. O outro é sistematicamente usado para nos afastar da nossa triste noite interior. Enquanto insistirmos em usar o outro para nos afastar de nós mesmos, enquanto o outro for o nosso foco de fuga, a nossa rota pra fora, e o medo de viajarmos para o país de nós mesmos, as dores irão se intensificando até nos deixar em carne viva e por isso mais sensíveis, mais cordatos, finalmente iremos pra casa em pedaços, tão doidamente doídos, reconstruir nas ruínas por nós provocadas, refazer o caminho, conscientes que o primeiro passo precisa ser dado por nós mesmos, que ninguém, ninguém mesmo, fará a parte que nos cabe, arcando com o ônus do abandono interior, perceberemos quais tolos fomos, tínhamos um terreno fértil e imenso para cultivar e na nossa embriaguez fugimos para o terreno do outro, que deveria nos servir como referência, nunca como solução, ou os donos das sementes que a cada um cabe plantar e cultivar, descobriremos finalmente que o outro não nos deve nada, que a nossa é uma batalha solitária e abençoada, pois a cada um os louros da conquista espiritual. Deus nos deu a imensa tela da existência perfectível, cabe a nós a escolha da qualidade da tinta com que coloriremos o nosso porvir, e quanto tempo levaremos nessa obra de arte que assinaremos honrosamente, num tempo cujo ritmo somos nós que estabelecemos.
Isso posto fica absolutamente salientada a nossa responsabilidade, as respostas estão em cada um de nós. As equações terão o resultado das escolhas que fizermos. O certo e errado não existem, mas as conseqüências são pássaros que nos libertam ou charcos que nos aprisionam e torturam sistematicamente, até que novas lições sejam aprendidas. Responsabilidade que não compactua com as loucuras de homens desavisados, delinqüentes bem postos na ilusão do vernis social e político; responsável é o ser que sabe ocupar o seu espaço, consciente do seu papel na construção de uma sociedade mais justa, mais espiritualizada. O ser responsável sabe na medida exata o que a vida lhe pede e não negligencia a oportunidade de ser exemplo, de mostrar em cada atitude, a sua postura elegante, de quem tem consciência e delicadeza moral, responsável, sabe que a ele cabe o dever do fazer bem feito, contudo, sabe ser paciente com o ser ainda adormecido, inconsciente do potencial latente que cada um é possuidor, não negligencia uma oportunidade de ser professor, de nos dá lição, de efetivamente demonstrar na ação que cada um é capaz, de fazer sua lição de casa, que os sonhos são realizações possíveis e só depende de nós. Deus infinitamente bom, não se cansa de enviar para o convívio da nossa ignorância os já iluminados, responsáveis e conscientes para servir de parâmetros, exemplos a serem seguidos. A luz do saber nesses seres é um convite para levantarmos da nossa inércia, erguer o olhar já cansado de paisagens sombrias e assustadoras, da floresta densa da nossa irresponsabilidade sistemática, pois que todos nós, sem exceção, temos na consciência a bússola que nos dá o norte das leis Divinas,o abuso dos direitos de escolha, a persistência em pegar atalhos e a ilusão de que a luz do outro acabará com a escuridão da nossa noite moral, nos colocou na retaguarda do crescimento. Querendo voar com as asas alheias, continuamos a nos arrastar nas ilusões perigosas dos desvarios, dos jogos fáceis, que à nossa ignorância fascinam.
Se não somos capazes ainda do dia claro do conhecimento, comecemos pela madrugada do saber, que vislumbra ainda que timidamente, um dia de sol esplêndido, que fere o nosso olhar acostumado a escuridão confortável da nossa ilusão, vamos, embora devagar, sempre em frente, nos deixando envolver docemente nessas lições amorosas com que Deus nos presenteou e continua a acreditar na sua criatura, ninguém sabe mais da criatura do que o seu criador, se as vezes a vida faz doer é só um jeito inteligente em que a grande inteligência explicita o nosso jeito inadequado de fazer as coisas.
Sempre dependerá de nós, luz ou escuridão, saber ou ignorância, tudo são escolhas, os outros são irmãos também a caminho da própria iluminação, não são degraus para serem usados desrespeitosamente por nossa insanidade, podem e devem ser companheiros de jornada, nunca a desculpa para os nossos descaminhos, somos sempre responsáveis pela forma como estamos aprendendo a lição. Pensemos nisso...
AVANIZE G. MENDES
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