terça-feira, 24 de março de 2009

Agenda de abril / 2009

02 - Mandu

09 - Sandra

16 - Necy

23 - Lúcia

30 - Sarita

Desatando os Nós da Existência



POR CAUSA DA EVOLUÇÃO...



Reencarnacionista por excelência o espírita sabe, a dor não bate em porta errada, segue sempre a direção traçada ou desencadeada por escolhas e equívocos que a nossa imprevidência provoca, pois que cada ação trará sempre respostas equivalentes, a reação traz a lição que o espírito precisa para ser impelido para frente, sempre rumo ao crescimento, a iluminação e perfeição, somos insistentemente chamados hoje a sermos melhores que ontem, e amanhã melhores que hoje, estamos, sem exceção, inseridos na lei universal, que nos assegura no ensinamento do Cristo, cada um terá o que fizer por merecer na construção evolutiva, o que realizarmos dará resultado a edificação suntuosa ou a casebre degradante. É esse envolvimento evolutivo que fatalmente nos levará a perfeição espiritual. O princípio de ação e reação nos serve como bússola a nos guiar na noite escura das nossas ignorâncias, nos ensinando a desfazer os nós da nossa vida, vida que não tem necessariamente que doer para se fazer entender.
Allan Kardec adotou o princípio de causa e efeito e não de ação e reação como a maioria de nós pretende para estudar e explicar as razões da dor e das aflições, conhecia, com certeza, a lei de Newton mas não a utilizou na observação das coisas do espírito. Senão vejamos nesse texto: “ Os sofrimentos devidos a causas anteriores à existência presente, como os que se originam de culpas atuais, são muitas vezes a conseqüência da falta cometida, isto é, o homem pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos outros. Se foi duro, desumano, poderá ser a seu turno tratado duramente e com desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer em humilde condição; se foi avaro, egoísta, ou se fez mal uso de suas riquezas, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer pelo procedimento de seus filhos, etc.”
No texto citado observamos que Kardec nos deixa livre a opção de aprender pela dor ou pelo amor, pois deixa explicitado que poderemos vir a sofrer a pena de Talião do olho por olho e dente por dente, contudo, não coloca essa como única opção, não nos impõe, fala dessa possibilidade, forte probabilidade de sofrermos na medida exata do que fizemos sofrer, colhendo o que plantamos, contudo, abre precedente quando entendemos poderá, é diferente de tem que, pois cada causa poderá provocar efeito danoso ou reflexionando, podemos imediatamente desfazer o nó ou pelo menos afrouxá-lo, no arrependimento do já feito e a proposta do reparo, na dedicação a causas nobres, não por causa do mau feito, mas pelo entendimento do dever moral de ressarcir o dano na construção do bem, na decisão madura e aclarada da compreensão de educar-se, dobrando-se às leis estabelecidas não pela força, mas pela brandura que o conhecimento nos traz ao espírito dorido por séculos de escuridão e reincidência, calejado pela dor optaremos pelo amor restauração, ou apelo da razão.

Notemos que nem toda dor e sofrimento neste mundo é fruto de erros do passado, não podemos esquecer que muitas vezes o espírito ávido por crescer opta pela dor em provas buscadas como trampolim para a perfeição rápida e segura. A expiação sempre serve de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação, contudo, prova ou expiação são sinais de inferioridade, o que é perfeito não precisa ser posto a prova.

Concluímos assim que o espiritismo não nos autoriza a generalizar o sofrimento como punição, as conseqüências de equívocos do passado, ou da nossa imprevidência do imediatamente realizado, mas nos dá tempo para aprender, despertar, não tem necessariamente que ser pela tortura da dor, nem pela pena de Talião.
Quando reencarnamos não é por punição da justiça Divina, mas por sua misericórdia e amor, não voltamos por sermos somente agentes do mau feito, por termos nos comprometido irremediavelmente com as leis cósmicas, mas principalmente e acima de tudo, porque a experiência na matéria significa oportunidade de crescimento. Entendemos que a evolução é lei Divina e por força do estabelecido é necessário que aprendamos, se o sofrimento nos alcança nem sempre é reflexo da ação que tivemos, pode ser pela causa que abraçamos e não por causa de alguma infligência a essas leis que nos regem. Compreendemos que as leis naturais são educativas, jamais punitivas.
Entendendo que o amor é o combustível primeiro das leis estabelecidas, não concebemos como norma aceitar o mal feito forçosamente na mesma moeda com que usurpamos o semelhante. Os espíritos superiores nos ensinam que para todo efeito existe uma causa, mas não afirmam que o sofrimento seja sempre um efeito do mal feito, pode ser fruto do amor a causa que escolhemos espontaneamente para nos promover espiritualmente ou para realizar as verdades Divinas, promovendo mais rapidamente o progresso da humanidade, no caso da missão escolhida por espíritos de escol, podemos observar essa realidade.


A lei universal não é punitiva, não dá prêmios, não castiga e não perdoa, é simplesmente a lei de amor e justiça... Estamos mergulhados na energia Divina, tudo que pensamos, sentimos ou fazemos retorna para nós, é a lei de ação e reação, ou causa e efeito; estaremos sempre escrevendo a nossa história pessoal, experênciando o que se faz necessário e imperioso para o nosso crescimento moral, para nos livrar das amarras ou das peias e desatar os nós. É preciso estar atentos, lúcidos, centrados na própria essência, deixar o amor nascer em nós e de nós transbordar. É urgente que aprendamos a ser facilitadores do nosso caminhar, estar aberto as lições é uma questão de inteligência, quanto mais flexíveis estivermos a aprendizagem, mais proveitosa será a colheita.
AVANIZE G. MENDES


“... Seja, pois, o motivo de tuas ações e dos teus pensamentos sempre o cumprimento do dever, e faze as tuas obras sem procurares recompensa, sem te preocupares com o teu sucesso ou insucesso, com teu ganho ou teu prejuízo pessoal. Não caias, porém, em ociosidade e inação, como acontece facilmente aos que perderam a ilusão de esperar uma recompensa das suas ações...” (Baghavad-Gita. Clássico Hindu)



terça-feira, 3 de março de 2009

Agenda/Março-2009

05 - Necy

12 - Mandu

19 - Lúcia

26 - Sandra

Ensina-nos Hammed


Ensina-nos... Hammed.

"Muitas vezes, esquecemo-nos de que a fonte para suprir as nossas necessidades está em nós, não nos outros. Cada criatura possui em si um continente de potencias por descobrir. Feliz daquele que age como um desbravador da própria alma. Todo ser vivo tem suas peculiaridades; aceitá-las é prova de sabedoria. Nós somos absolutamente sós no mundo. Construímos e prosseguimos de modo contínuo, elaborando a cada nova encarnação um capítulo do livro de nossa existência. Só temos como referência as próprias experiências, ou seja, o acúmulo de nossos conhecimentos do presente e do pretérito. Na verdade, nós não podemos copiar do outro uma forma certa de viver, porque somente temos a nós como bússola. Tudo o que fazemos, falamos e pensamos está revestido de nossas interpretações, clareadas sob o ponto de vista das vivências pessoais. Cada vida é única e extraordinariamente incomparável. "

Do Livro: La Fontaine e o Comportamento Humano