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terça-feira, 2 de junho de 2009
Evolução Humana

EVOLUIR SEM DOER! É POSSÍVEL...!
SOMOS DIVINOS; A PERFEIÇÃO É A NOSSA FATALIDADE
J. Herculano Pires: “ O homem, as gerações humanas, morrem no tempo, mas o espírito não. O tempo é o campo de batalha em que os vencidos tombam para ressuscitar. Quem poderia deter a evolução do espírito no tempo? A consciência humana amadurece na temporalidade. A esperança espírita não repousa na fragilidade humana, mas das potencialidades do espírito, que se atualizam no fogo das experiências existenciais. E a verdade intemporal aguarda a todos no impassível limiar do eterno.” ( Orelha do livro: O espírito e o tempo)
Impossível falar de evolução sem atribuir ao tempo um papel de extrema importância, pois é através dele que o homem viaja em busca de si mesmo. É na solidão interior, no campo da batalha imaterial que visualizamos o muito que há a fazer para aquietar o nosso espírito que se apequena e agiganta-se no nosso olhar complacente e descuidado numa alternância que só o tempo nos fará fixar a atenção nos pontos que farão a diferença, o tempo que fará o papel de lapidador que nos levará a perceber o nosso potencial perfectível e a nossa essência divina.
Bendito tempo que a todos dá tempo para aprender e crescer, somos os senhores do tempo, pois que somos capazes de o acelerar ou quase o fazer desaparecer com a nossa inércia e preguiça ignoramos e passamos pela existência sem perceber que a vida quer de nós muito mais que comer, dormir e respirar, tudo isso no automatismo que nos distrai da rota, e nos acomodamos na mediocridade do existir sem ser, do fazer sem a consciência que nos daria a dimensão exata do nosso porvir divino, da nossa necessidade de crescer naturalmente, sem doer, sem sofrer, mas infelizmente não acontece assim; lançamos mão do nosso direito de escolha e a nossa pressa de escolher, sem o cuidado necessário nos leva a dor, é nesse doer que o crescimento acontece, e apanhados pela dor cujo gatilho fomos nós mesmos que acionamos, começamos a nossa via crucis e o sofrimento se instala e com ele o nosso doer se faz mais intenso e a sensação de abandono cresce em nós, e os outros começam a ser o nosso foco, os responsáveis diretos pela nossa desdita.
André Luis no seu livro Evolução em Dois Mundos diz que somos seres embrionários no desenvolvimento da razão. Fetos na compreensão do mundo onde vivemos.
Que somos infantis, imaturos e muitas vezes criamos teorias muito simples para explicar o que ainda não compreendemos estamos cansados de saber, mas como mudar o rumo, como apressar a nossa compreensão da verdade e de nós mesmos? Enfrentamos um mundo difícil, o homem nos primórdios da humanidade imaginou terríveis castigos para cada deslize seu. Acreditou-se escravo da dor, imaginou-se chicoteado por deuses que exultavam com o seu sofrimento. Foi sistematicamente manipulado por líderes religiosos irresponsáveis que cultivavam o medo e a dor como o caminho para a evolução.
O homem foi joguete nas mãos de líderes cegos e cego se tornou. E a crença no fatalismo, na impotência humana na superação da dor, envolveram a terra dificultando o crescimento do homem.
Com o advento do espiritismo, que levanta a ponta do véu, nos revelando a origem simples e ignorante do espírito, nos dando a exata dimensão do muito que há para crescer e aprender, a palavra de ordem é evoluir. Os espíritos nos asseguram que tudo começa em nós, que Deus tem planos infinitos, que em cada um plantou as sementes da perfeição, nos fez seres cheios de potencial em essência para ser trabalhado e na caminhada nem sempre consciente, o homem partiu em busca do projeto divino que é, e nessa busca começa a construção de si mesmo, começa a compreender como no dizer de Zélia Duncan: que “A vida não está certa nem errada aguarda apenas nossa decisão.” É tão intensa em nós a alegria de descobrir que só de nós depende a forma como queremos aprender. Se podemos escolher o caminho suave e intenso de aprendizagem, observando o nosso próprio espaço e nele sermos os senhores do nosso destino, absorvendo as lições, lendo nas entrelinhas da existência, o que precisamos aprender, tirando de cada experiência o melhor que ela nos deixa, vamos gradativamente nos aperfeiçoando como o diamante bruto que precisa ser lapidado, o espírito simples e ignorante tem nas experiências sucessivas a oportunidade para fazer brilhar o seu sol interior, transformando um projeto numa construção real e palpável.
Os espíritos nos dizem que a dor não é uma punição, que funciona como um excelente mecanismo da vida a serviço da própria vida. Pois, que, nos diz Joana de Angelis no seu livro Plenitude: Em todo processo degenerativo ou de aflição, o espírito em si mesmo, é sempre o responsável, consciente ou não. E, naturalmente, só quando ele se resolve pela harmonia interior, opera-se-lhe a conquista da paz, e continua Joana, por extensão, pode-se dizer que o sofrimento não é imposto por Deus, constituindo-se eleição de cada criatura, mesmo porque, a sua intensidade e duração estão na razão direta da estrutura evolutiva, das resistências morais características do seu estágio espiritual.
Muitos de nós acreditamos que o sofrimento e a dor é a única certeza que a vida dá, não entendemos que ela só se instala quando na nossa conduta equivocada nos afastamos do amor que a tudo suaviza e apazigua. Joana afirma: O sofrimento e o amor são mecanismos da evolução, quando um se afasta, o outro se apresenta.
Portanto a nossa compreensão conclui que:
(1º) A vida não tem que doer
(2º) A evolução de cada um, a forma como se dará depende da nossa escolha pelo amor ou pela dor
(3º) O tempo é nosso maior aliado na caminhada evolutiva
(4º) A vida não privilegia ninguém
(5º) O homem se auto constrói, se auto aperfeiçoa e com o seu caminhar nem sempre seguro, nem sempre inteligente, vai entre trancos e barrancos em busca de si mesmo, ora elegendo a dor como combustível para a caminhada evolutiva, ora ficando com o amor e na companhia do mesmo vai se incorporando a sua maneira de ser uma delicadeza e suavidade que só a lapidação evolutiva é capaz de proporcionar, colocando na sua postura existencial uma elegância moral que só o tempo é capaz de vestir o espírito com tamanha delicadeza e luminosidade.
AVANIZE G. MENDES
Obras citadas: O Espírito e o Tempo – José Herculano Pires
Livro: Plenitude – Psicografia: Divaldo Franco e Joana de Angellis. (espírito). Editora Leal, 8ª edição, Salvador – Bahia
Livro: Evolução em Dois Mundos – Do Espírito André Luiz
domingo, 3 de maio de 2009
O ESPÍRITO X RESPONSABILIDADE

No dizer de Joana de Angelis: “Responsabilidade resulta da consciência que discerne e compreende a razão da existência humana, sua finalidade e suas metas, trabalhando por assumir o papel que lhe está destinado pela vida. Livro Jesus e a atualidade págs. 65 e 66 e continua ela, o homem responsável sabe o que fazer, quando e como realizá-lo. Não se torna parasita social, nem se hospeda no triunfo alheio, tão pouco ocupa-se do desculpismo ridículo”.
Quando nascemos ou chegamos à casa provisória da nossa experiência, não estamos prontos, somos potencialmente perfectíveis, não sabemos de imediato como trabalhar essa nossa necessidade de ir para frente, temos um corpo, e com ele todas as ferramentas que nos levará a conquista do idealizado, do planejado, a primeira lição a aprender é o respeito e a aceitação desse corpo novo e adequado às necessidades evolutivas, nem mais nem menos, tudo na medida exata do tamanho da carência espiritual, do degrau que precisa ser conquistado, desenvolver amor por essa abençoada casa e perceber no corpo que habitamos a sua função divina, que oportuniza a lição inadiável para nosso espírito que busca a perfeição.
Compreender que estamos numa escola é provavelmente a nossa segunda descoberta, é que tudo e todos que cruzam o nosso caminho são professores em potencial, são os agentes de aprendizagem. Com o tempo nós aprendemos que não importa o quanto nos rebelemos com o estabelecido, a vida não vai parar para nos privilegiar, não vão se modificar para nos fazer felizes, que ninguém vai fazer nossa lição, ela é intransferível e pessoal. Descobriremos cedo ou tarde que erros são demonstrações de formas inadequadas de fazer as coisas e que são nossos grandes amigos, pois erros e acertos são faces da mesma lição, e que estão em nossa vida como hábeis mestres, a nos demonstrar efetivamente, a necessidade de ampliar os nossos horizontes, fazendo que percebamos que certas escolhas não foram convenientes, que o que faz doer não nos serve, embora tenham cumprido a missão de nos despertar.
O tempo, esse é o nosso grande mestre, a lição se repete tantas vezes quantas se fizerem necessárias, e nos será mostrada de tantas maneiras até que aprendamos, e vai se intensificando até que compreendamos, concebamos que o jeito melhor de aprender é nos tornando flexíveis, dóceis, como a lição do bambu que vai ao sabor do vento, verga, mas não quebra, pois as raízes se aprofundam na terra lhe fortalecendo o caule, assim deveremos aprender, tendo a humildade e inteligência para olhar com cuidado cada ato e atitude da vida, ler nas entrelinhas, o que a vida está me ensinando agora, em que ponto da minha ignorância ela está tocando, qual parte de mim ela quer salientar para polir e deixar-me luzir para a perfeição, as nossas são raízes superficiais demais, quando algo não nos agrada, vamos logo ceifar em outro terreno, nos distraímos preocupados excessivamente com a plantação do outro, pois que o outro não nos serve como o próximo para amarmos, como nos ensina Jesus. O outro é sistematicamente usado para nos afastar da nossa triste noite interior. Enquanto insistirmos em usar o outro para nos afastar de nós mesmos, enquanto o outro for o nosso foco de fuga, a nossa rota pra fora, e o medo de viajarmos para o país de nós mesmos, as dores irão se intensificando até nos deixar em carne viva e por isso mais sensíveis, mais cordatos, finalmente iremos pra casa em pedaços, tão doidamente doídos, reconstruir nas ruínas por nós provocadas, refazer o caminho, conscientes que o primeiro passo precisa ser dado por nós mesmos, que ninguém, ninguém mesmo, fará a parte que nos cabe, arcando com o ônus do abandono interior, perceberemos quais tolos fomos, tínhamos um terreno fértil e imenso para cultivar e na nossa embriaguez fugimos para o terreno do outro, que deveria nos servir como referência, nunca como solução, ou os donos das sementes que a cada um cabe plantar e cultivar, descobriremos finalmente que o outro não nos deve nada, que a nossa é uma batalha solitária e abençoada, pois a cada um os louros da conquista espiritual. Deus nos deu a imensa tela da existência perfectível, cabe a nós a escolha da qualidade da tinta com que coloriremos o nosso porvir, e quanto tempo levaremos nessa obra de arte que assinaremos honrosamente, num tempo cujo ritmo somos nós que estabelecemos.
Isso posto fica absolutamente salientada a nossa responsabilidade, as respostas estão em cada um de nós. As equações terão o resultado das escolhas que fizermos. O certo e errado não existem, mas as conseqüências são pássaros que nos libertam ou charcos que nos aprisionam e torturam sistematicamente, até que novas lições sejam aprendidas. Responsabilidade que não compactua com as loucuras de homens desavisados, delinqüentes bem postos na ilusão do vernis social e político; responsável é o ser que sabe ocupar o seu espaço, consciente do seu papel na construção de uma sociedade mais justa, mais espiritualizada. O ser responsável sabe na medida exata o que a vida lhe pede e não negligencia a oportunidade de ser exemplo, de mostrar em cada atitude, a sua postura elegante, de quem tem consciência e delicadeza moral, responsável, sabe que a ele cabe o dever do fazer bem feito, contudo, sabe ser paciente com o ser ainda adormecido, inconsciente do potencial latente que cada um é possuidor, não negligencia uma oportunidade de ser professor, de nos dá lição, de efetivamente demonstrar na ação que cada um é capaz, de fazer sua lição de casa, que os sonhos são realizações possíveis e só depende de nós. Deus infinitamente bom, não se cansa de enviar para o convívio da nossa ignorância os já iluminados, responsáveis e conscientes para servir de parâmetros, exemplos a serem seguidos. A luz do saber nesses seres é um convite para levantarmos da nossa inércia, erguer o olhar já cansado de paisagens sombrias e assustadoras, da floresta densa da nossa irresponsabilidade sistemática, pois que todos nós, sem exceção, temos na consciência a bússola que nos dá o norte das leis Divinas,o abuso dos direitos de escolha, a persistência em pegar atalhos e a ilusão de que a luz do outro acabará com a escuridão da nossa noite moral, nos colocou na retaguarda do crescimento. Querendo voar com as asas alheias, continuamos a nos arrastar nas ilusões perigosas dos desvarios, dos jogos fáceis, que à nossa ignorância fascinam.
Se não somos capazes ainda do dia claro do conhecimento, comecemos pela madrugada do saber, que vislumbra ainda que timidamente, um dia de sol esplêndido, que fere o nosso olhar acostumado a escuridão confortável da nossa ilusão, vamos, embora devagar, sempre em frente, nos deixando envolver docemente nessas lições amorosas com que Deus nos presenteou e continua a acreditar na sua criatura, ninguém sabe mais da criatura do que o seu criador, se as vezes a vida faz doer é só um jeito inteligente em que a grande inteligência explicita o nosso jeito inadequado de fazer as coisas.
Sempre dependerá de nós, luz ou escuridão, saber ou ignorância, tudo são escolhas, os outros são irmãos também a caminho da própria iluminação, não são degraus para serem usados desrespeitosamente por nossa insanidade, podem e devem ser companheiros de jornada, nunca a desculpa para os nossos descaminhos, somos sempre responsáveis pela forma como estamos aprendendo a lição. Pensemos nisso...
AVANIZE G. MENDES
Quando nascemos ou chegamos à casa provisória da nossa experiência, não estamos prontos, somos potencialmente perfectíveis, não sabemos de imediato como trabalhar essa nossa necessidade de ir para frente, temos um corpo, e com ele todas as ferramentas que nos levará a conquista do idealizado, do planejado, a primeira lição a aprender é o respeito e a aceitação desse corpo novo e adequado às necessidades evolutivas, nem mais nem menos, tudo na medida exata do tamanho da carência espiritual, do degrau que precisa ser conquistado, desenvolver amor por essa abençoada casa e perceber no corpo que habitamos a sua função divina, que oportuniza a lição inadiável para nosso espírito que busca a perfeição.
Compreender que estamos numa escola é provavelmente a nossa segunda descoberta, é que tudo e todos que cruzam o nosso caminho são professores em potencial, são os agentes de aprendizagem. Com o tempo nós aprendemos que não importa o quanto nos rebelemos com o estabelecido, a vida não vai parar para nos privilegiar, não vão se modificar para nos fazer felizes, que ninguém vai fazer nossa lição, ela é intransferível e pessoal. Descobriremos cedo ou tarde que erros são demonstrações de formas inadequadas de fazer as coisas e que são nossos grandes amigos, pois erros e acertos são faces da mesma lição, e que estão em nossa vida como hábeis mestres, a nos demonstrar efetivamente, a necessidade de ampliar os nossos horizontes, fazendo que percebamos que certas escolhas não foram convenientes, que o que faz doer não nos serve, embora tenham cumprido a missão de nos despertar.
O tempo, esse é o nosso grande mestre, a lição se repete tantas vezes quantas se fizerem necessárias, e nos será mostrada de tantas maneiras até que aprendamos, e vai se intensificando até que compreendamos, concebamos que o jeito melhor de aprender é nos tornando flexíveis, dóceis, como a lição do bambu que vai ao sabor do vento, verga, mas não quebra, pois as raízes se aprofundam na terra lhe fortalecendo o caule, assim deveremos aprender, tendo a humildade e inteligência para olhar com cuidado cada ato e atitude da vida, ler nas entrelinhas, o que a vida está me ensinando agora, em que ponto da minha ignorância ela está tocando, qual parte de mim ela quer salientar para polir e deixar-me luzir para a perfeição, as nossas são raízes superficiais demais, quando algo não nos agrada, vamos logo ceifar em outro terreno, nos distraímos preocupados excessivamente com a plantação do outro, pois que o outro não nos serve como o próximo para amarmos, como nos ensina Jesus. O outro é sistematicamente usado para nos afastar da nossa triste noite interior. Enquanto insistirmos em usar o outro para nos afastar de nós mesmos, enquanto o outro for o nosso foco de fuga, a nossa rota pra fora, e o medo de viajarmos para o país de nós mesmos, as dores irão se intensificando até nos deixar em carne viva e por isso mais sensíveis, mais cordatos, finalmente iremos pra casa em pedaços, tão doidamente doídos, reconstruir nas ruínas por nós provocadas, refazer o caminho, conscientes que o primeiro passo precisa ser dado por nós mesmos, que ninguém, ninguém mesmo, fará a parte que nos cabe, arcando com o ônus do abandono interior, perceberemos quais tolos fomos, tínhamos um terreno fértil e imenso para cultivar e na nossa embriaguez fugimos para o terreno do outro, que deveria nos servir como referência, nunca como solução, ou os donos das sementes que a cada um cabe plantar e cultivar, descobriremos finalmente que o outro não nos deve nada, que a nossa é uma batalha solitária e abençoada, pois a cada um os louros da conquista espiritual. Deus nos deu a imensa tela da existência perfectível, cabe a nós a escolha da qualidade da tinta com que coloriremos o nosso porvir, e quanto tempo levaremos nessa obra de arte que assinaremos honrosamente, num tempo cujo ritmo somos nós que estabelecemos.
Isso posto fica absolutamente salientada a nossa responsabilidade, as respostas estão em cada um de nós. As equações terão o resultado das escolhas que fizermos. O certo e errado não existem, mas as conseqüências são pássaros que nos libertam ou charcos que nos aprisionam e torturam sistematicamente, até que novas lições sejam aprendidas. Responsabilidade que não compactua com as loucuras de homens desavisados, delinqüentes bem postos na ilusão do vernis social e político; responsável é o ser que sabe ocupar o seu espaço, consciente do seu papel na construção de uma sociedade mais justa, mais espiritualizada. O ser responsável sabe na medida exata o que a vida lhe pede e não negligencia a oportunidade de ser exemplo, de mostrar em cada atitude, a sua postura elegante, de quem tem consciência e delicadeza moral, responsável, sabe que a ele cabe o dever do fazer bem feito, contudo, sabe ser paciente com o ser ainda adormecido, inconsciente do potencial latente que cada um é possuidor, não negligencia uma oportunidade de ser professor, de nos dá lição, de efetivamente demonstrar na ação que cada um é capaz, de fazer sua lição de casa, que os sonhos são realizações possíveis e só depende de nós. Deus infinitamente bom, não se cansa de enviar para o convívio da nossa ignorância os já iluminados, responsáveis e conscientes para servir de parâmetros, exemplos a serem seguidos. A luz do saber nesses seres é um convite para levantarmos da nossa inércia, erguer o olhar já cansado de paisagens sombrias e assustadoras, da floresta densa da nossa irresponsabilidade sistemática, pois que todos nós, sem exceção, temos na consciência a bússola que nos dá o norte das leis Divinas,o abuso dos direitos de escolha, a persistência em pegar atalhos e a ilusão de que a luz do outro acabará com a escuridão da nossa noite moral, nos colocou na retaguarda do crescimento. Querendo voar com as asas alheias, continuamos a nos arrastar nas ilusões perigosas dos desvarios, dos jogos fáceis, que à nossa ignorância fascinam.
Se não somos capazes ainda do dia claro do conhecimento, comecemos pela madrugada do saber, que vislumbra ainda que timidamente, um dia de sol esplêndido, que fere o nosso olhar acostumado a escuridão confortável da nossa ilusão, vamos, embora devagar, sempre em frente, nos deixando envolver docemente nessas lições amorosas com que Deus nos presenteou e continua a acreditar na sua criatura, ninguém sabe mais da criatura do que o seu criador, se as vezes a vida faz doer é só um jeito inteligente em que a grande inteligência explicita o nosso jeito inadequado de fazer as coisas.
Sempre dependerá de nós, luz ou escuridão, saber ou ignorância, tudo são escolhas, os outros são irmãos também a caminho da própria iluminação, não são degraus para serem usados desrespeitosamente por nossa insanidade, podem e devem ser companheiros de jornada, nunca a desculpa para os nossos descaminhos, somos sempre responsáveis pela forma como estamos aprendendo a lição. Pensemos nisso...
AVANIZE G. MENDES
terça-feira, 24 de março de 2009
Desatando os Nós da Existência

POR CAUSA DA EVOLUÇÃO...
Reencarnacionista por excelência o espírita sabe, a dor não bate em porta errada, segue sempre a direção traçada ou desencadeada por escolhas e equívocos que a nossa imprevidência provoca, pois que cada ação trará sempre respostas equivalentes, a reação traz a lição que o espírito precisa para ser impelido para frente, sempre rumo ao crescimento, a iluminação e perfeição, somos insistentemente chamados hoje a sermos melhores que ontem, e amanhã melhores que hoje, estamos, sem exceção, inseridos na lei universal, que nos assegura no ensinamento do Cristo, cada um terá o que fizer por merecer na construção evolutiva, o que realizarmos dará resultado a edificação suntuosa ou a casebre degradante. É esse envolvimento evolutivo que fatalmente nos levará a perfeição espiritual. O princípio de ação e reação nos serve como bússola a nos guiar na noite escura das nossas ignorâncias, nos ensinando a desfazer os nós da nossa vida, vida que não tem necessariamente que doer para se fazer entender.
Allan Kardec adotou o princípio de causa e efeito e não de ação e reação como a maioria de nós pretende para estudar e explicar as razões da dor e das aflições, conhecia, com certeza, a lei de Newton mas não a utilizou na observação das coisas do espírito. Senão vejamos nesse texto: “ Os sofrimentos devidos a causas anteriores à existência presente, como os que se originam de culpas atuais, são muitas vezes a conseqüência da falta cometida, isto é, o homem pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos outros. Se foi duro, desumano, poderá ser a seu turno tratado duramente e com desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer em humilde condição; se foi avaro, egoísta, ou se fez mal uso de suas riquezas, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer pelo procedimento de seus filhos, etc.”
No texto citado observamos que Kardec nos deixa livre a opção de aprender pela dor ou pelo amor, pois deixa explicitado que poderemos vir a sofrer a pena de Talião do olho por olho e dente por dente, contudo, não coloca essa como única opção, não nos impõe, fala dessa possibilidade, forte probabilidade de sofrermos na medida exata do que fizemos sofrer, colhendo o que plantamos, contudo, abre precedente quando entendemos poderá, é diferente de tem que, pois cada causa poderá provocar efeito danoso ou reflexionando, podemos imediatamente desfazer o nó ou pelo menos afrouxá-lo, no arrependimento do já feito e a proposta do reparo, na dedicação a causas nobres, não por causa do mau feito, mas pelo entendimento do dever moral de ressarcir o dano na construção do bem, na decisão madura e aclarada da compreensão de educar-se, dobrando-se às leis estabelecidas não pela força, mas pela brandura que o conhecimento nos traz ao espírito dorido por séculos de escuridão e reincidência, calejado pela dor optaremos pelo amor restauração, ou apelo da razão.
Notemos que nem toda dor e sofrimento neste mundo é fruto de erros do passado, não podemos esquecer que muitas vezes o espírito ávido por crescer opta pela dor em provas buscadas como trampolim para a perfeição rápida e segura. A expiação sempre serve de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação, contudo, prova ou expiação são sinais de inferioridade, o que é perfeito não precisa ser posto a prova.
Concluímos assim que o espiritismo não nos autoriza a generalizar o sofrimento como punição, as conseqüências de equívocos do passado, ou da nossa imprevidência do imediatamente realizado, mas nos dá tempo para aprender, despertar, não tem necessariamente que ser pela tortura da dor, nem pela pena de Talião.
Quando reencarnamos não é por punição da justiça Divina, mas por sua misericórdia e amor, não voltamos por sermos somente agentes do mau feito, por termos nos comprometido irremediavelmente com as leis cósmicas, mas principalmente e acima de tudo, porque a experiência na matéria significa oportunidade de crescimento. Entendemos que a evolução é lei Divina e por força do estabelecido é necessário que aprendamos, se o sofrimento nos alcança nem sempre é reflexo da ação que tivemos, pode ser pela causa que abraçamos e não por causa de alguma infligência a essas leis que nos regem. Compreendemos que as leis naturais são educativas, jamais punitivas.
Entendendo que o amor é o combustível primeiro das leis estabelecidas, não concebemos como norma aceitar o mal feito forçosamente na mesma moeda com que usurpamos o semelhante. Os espíritos superiores nos ensinam que para todo efeito existe uma causa, mas não afirmam que o sofrimento seja sempre um efeito do mal feito, pode ser fruto do amor a causa que escolhemos espontaneamente para nos promover espiritualmente ou para realizar as verdades Divinas, promovendo mais rapidamente o progresso da humanidade, no caso da missão escolhida por espíritos de escol, podemos observar essa realidade.
A lei universal não é punitiva, não dá prêmios, não castiga e não perdoa, é simplesmente a lei de amor e justiça... Estamos mergulhados na energia Divina, tudo que pensamos, sentimos ou fazemos retorna para nós, é a lei de ação e reação, ou causa e efeito; estaremos sempre escrevendo a nossa história pessoal, experênciando o que se faz necessário e imperioso para o nosso crescimento moral, para nos livrar das amarras ou das peias e desatar os nós. É preciso estar atentos, lúcidos, centrados na própria essência, deixar o amor nascer em nós e de nós transbordar. É urgente que aprendamos a ser facilitadores do nosso caminhar, estar aberto as lições é uma questão de inteligência, quanto mais flexíveis estivermos a aprendizagem, mais proveitosa será a colheita.
AVANIZE G. MENDES
“... Seja, pois, o motivo de tuas ações e dos teus pensamentos sempre o cumprimento do dever, e faze as tuas obras sem procurares recompensa, sem te preocupares com o teu sucesso ou insucesso, com teu ganho ou teu prejuízo pessoal. Não caias, porém, em ociosidade e inação, como acontece facilmente aos que perderam a ilusão de esperar uma recompensa das suas ações...” (Baghavad-Gita. Clássico Hindu)
“... Seja, pois, o motivo de tuas ações e dos teus pensamentos sempre o cumprimento do dever, e faze as tuas obras sem procurares recompensa, sem te preocupares com o teu sucesso ou insucesso, com teu ganho ou teu prejuízo pessoal. Não caias, porém, em ociosidade e inação, como acontece facilmente aos que perderam a ilusão de esperar uma recompensa das suas ações...” (Baghavad-Gita. Clássico Hindu)
terça-feira, 3 de março de 2009
Ensina-nos Hammed

Ensina-nos... Hammed.
"Muitas vezes, esquecemo-nos de que a fonte para suprir as nossas necessidades está em nós, não nos outros. Cada criatura possui em si um continente de potencias por descobrir. Feliz daquele que age como um desbravador da própria alma. Todo ser vivo tem suas peculiaridades; aceitá-las é prova de sabedoria. Nós somos absolutamente sós no mundo. Construímos e prosseguimos de modo contínuo, elaborando a cada nova encarnação um capítulo do livro de nossa existência. Só temos como referência as próprias experiências, ou seja, o acúmulo de nossos conhecimentos do presente e do pretérito. Na verdade, nós não podemos copiar do outro uma forma certa de viver, porque somente temos a nós como bússola. Tudo o que fazemos, falamos e pensamos está revestido de nossas interpretações, clareadas sob o ponto de vista das vivências pessoais. Cada vida é única e extraordinariamente incomparável. "
Do Livro: La Fontaine e o Comportamento Humano
"Muitas vezes, esquecemo-nos de que a fonte para suprir as nossas necessidades está em nós, não nos outros. Cada criatura possui em si um continente de potencias por descobrir. Feliz daquele que age como um desbravador da própria alma. Todo ser vivo tem suas peculiaridades; aceitá-las é prova de sabedoria. Nós somos absolutamente sós no mundo. Construímos e prosseguimos de modo contínuo, elaborando a cada nova encarnação um capítulo do livro de nossa existência. Só temos como referência as próprias experiências, ou seja, o acúmulo de nossos conhecimentos do presente e do pretérito. Na verdade, nós não podemos copiar do outro uma forma certa de viver, porque somente temos a nós como bússola. Tudo o que fazemos, falamos e pensamos está revestido de nossas interpretações, clareadas sob o ponto de vista das vivências pessoais. Cada vida é única e extraordinariamente incomparável. "
Do Livro: La Fontaine e o Comportamento Humano
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Olha Para Mim

Filho meu...
Por que choras?...
Diz-me de uma vez por todas da razão destas lágrimas que te queimam os olhos e te fazem evitar os meus, qual se fosse eu o culpado de tua dor!
Por que sofres?...
Conta-me em definitivo o que te impede de amar, sorrir e ser feliz e que te leva para longe de meus cuidados, qual se fosse eu o carrasco de tuas chagas!...
Por que te desesperas?...
Abre o coração e desabafa comigo o sofrimento que destrói a confiança no amor que te devoto, e te faz afastar-se de minhas mãos qual se fosse eu o vento gélido das tuas decepções!...
Por que te enraiveces?...
Confessa-me o que te incomoda tanto e te martirizando sem trégua, faz com me tomes a conta de déspota insensível a promover todas as tuas frustrações!...
Por que olhas para mim apenas quando a brisa da paz envolve teu coração?
Olha para mim agora, meu filho, e aceita meu braço seguro nesta hora em que não há paz e nem alegria ao teu redor...
Olha para mim e veja em meus olhos um outro consolo que não aquele que persegues, mas sim o verdadeiro, aquele que nasce da renúncia e da resignação perante o que não pode e não deve ser modificado...
Olha para mim e compreenda que teu sofrimento existirá apenas até quando durar tua rebeldia e tua inconformação às leis divinas que muitas vezes negam para proteger e retiram para ajudar...
Olha para mim e veja em minhas mãos as marcas de meu imenso amor a estender-se por sobre os homens qual divino alento, e não te desesperes e nem te lastimes mais pelo teu destino; ame apenas, mas ame verdadeiramente!...
Em minhas palavras encontrarás consolo, em meus atos o exemplo vivo, em meu coração o abrigo seguro às tormentas que te alucinam o entendimento, hoje, qual chama que reavivas todos os dias com teus brados incontidos a te afastar cada vez mais da felicidade que tanto necessitas e mereces...
Olha para mim e compreenda que nem a dor, nem o pranto e nem a revolta te trarão socorro e paz, alívio e reparação.
Não te faças tão pequeno!... Tu és meu filho, herdeiro de minha divindade!...
Apenas tu podes mudar teu caminho e fazer de teus dias outra vez luz e crescimento...
Apenas tu podes mudar o que te aflige o que te retém na dor...
Eu quero ajudar-te, mas é imprescindível que olhes para mim e vejas em meus olhos a verdade que liberta...
Eu desejo o teu bem e a tua felicidade, mas deves aprender de mim a renunciar e a perdoar, para ter e cativar...
Eu quero ver-te amado e venturoso, mas se não sabes amar sem egoísmo, se não sabes compreender para desculpar, como posso ajudar-te? Como posso mostrar-te o caminho certo se turvas teu entendimento entre a mágoa e a exasperação a cada nova dificuldade ou provação?
Olha para mim, e não hesites mais... Aceita-me em tua vida para que renoves atitudes e pensamentos na busca de um novo e jubiloso amanhã.
Quero ver-te feliz porque tua destinação é a felicidade suprema.
Antes, porém olha para mim e compreenda-me... Para que eu te cure!
Assim seja!
(Psicografada em reunião do Instituto André Luiz, em 29.01.2003)
Por que choras?...
Diz-me de uma vez por todas da razão destas lágrimas que te queimam os olhos e te fazem evitar os meus, qual se fosse eu o culpado de tua dor!
Por que sofres?...
Conta-me em definitivo o que te impede de amar, sorrir e ser feliz e que te leva para longe de meus cuidados, qual se fosse eu o carrasco de tuas chagas!...
Por que te desesperas?...
Abre o coração e desabafa comigo o sofrimento que destrói a confiança no amor que te devoto, e te faz afastar-se de minhas mãos qual se fosse eu o vento gélido das tuas decepções!...
Por que te enraiveces?...
Confessa-me o que te incomoda tanto e te martirizando sem trégua, faz com me tomes a conta de déspota insensível a promover todas as tuas frustrações!...
Por que olhas para mim apenas quando a brisa da paz envolve teu coração?
Olha para mim agora, meu filho, e aceita meu braço seguro nesta hora em que não há paz e nem alegria ao teu redor...
Olha para mim e veja em meus olhos um outro consolo que não aquele que persegues, mas sim o verdadeiro, aquele que nasce da renúncia e da resignação perante o que não pode e não deve ser modificado...
Olha para mim e compreenda que teu sofrimento existirá apenas até quando durar tua rebeldia e tua inconformação às leis divinas que muitas vezes negam para proteger e retiram para ajudar...
Olha para mim e veja em minhas mãos as marcas de meu imenso amor a estender-se por sobre os homens qual divino alento, e não te desesperes e nem te lastimes mais pelo teu destino; ame apenas, mas ame verdadeiramente!...
Em minhas palavras encontrarás consolo, em meus atos o exemplo vivo, em meu coração o abrigo seguro às tormentas que te alucinam o entendimento, hoje, qual chama que reavivas todos os dias com teus brados incontidos a te afastar cada vez mais da felicidade que tanto necessitas e mereces...
Olha para mim e compreenda que nem a dor, nem o pranto e nem a revolta te trarão socorro e paz, alívio e reparação.
Não te faças tão pequeno!... Tu és meu filho, herdeiro de minha divindade!...
Apenas tu podes mudar teu caminho e fazer de teus dias outra vez luz e crescimento...
Apenas tu podes mudar o que te aflige o que te retém na dor...
Eu quero ajudar-te, mas é imprescindível que olhes para mim e vejas em meus olhos a verdade que liberta...
Eu desejo o teu bem e a tua felicidade, mas deves aprender de mim a renunciar e a perdoar, para ter e cativar...
Eu quero ver-te amado e venturoso, mas se não sabes amar sem egoísmo, se não sabes compreender para desculpar, como posso ajudar-te? Como posso mostrar-te o caminho certo se turvas teu entendimento entre a mágoa e a exasperação a cada nova dificuldade ou provação?
Olha para mim, e não hesites mais... Aceita-me em tua vida para que renoves atitudes e pensamentos na busca de um novo e jubiloso amanhã.
Quero ver-te feliz porque tua destinação é a felicidade suprema.
Antes, porém olha para mim e compreenda-me... Para que eu te cure!
Assim seja!
(Psicografada em reunião do Instituto André Luiz, em 29.01.2003)
domingo, 4 de janeiro de 2009
fortaleza

FORTALEZA
Emmanuel /Francisco Cândido Xavier
"Sabendo que a tribulação produz fortaleza" - Paulo (Romanos, 5:3)
Quereis fortaleza? Não vos esquiveis à tempestade.
Muita gente pretende robustecer-se ao preço de rogativas para evitar o serviço áspero. Chegada à preciosa oportunidade de testemunhar a fé. Internam-se os crentes, de maneira geral, pelos caminhos largos da fuga, acreditando-se em segurança. Entretanto, mais dia menos dia, surge a ocasião dolorosa em que abrem falência de si mesmos.
Julgam-se, então, perseguidos e abandonados.
Semelhantes impressões, todavia, nascem da ausência de preparo interno.
Esquecem-se os imprevidentes de que a tempestade possui certas funções regeneradoras e educativas que é imprescindível não menosprezar.
A tribulação é a tormenta das almas. Ninguém deveria olvidar-lhe os benefícios.
Quando a verdade brilhar, no caminho das criaturas, ver-se-á que obstáculos e sofrimentos não representam espantalho para os homens, mas sim quadros preciosos de lições sublimes que os aprendizes sinceros nunca podem esquecer.
Que seria da criança sem a experiência? Que será do espírito sem a necessidade?
Aflições, dificuldades e lutas são forças que compelem à dilatação de poder, ao alargamento de caminho.
É necessário que o homem, apesar das rajadas aparentemente destruidoras do destino, se conserve de pé, desassombradamente, marchando, firme, ao encontro dos sagrados objetivos da vida. Nova luz lhe felicitará, então, a esfera íntima, conduzindo-o desde a terra, à gloriosa ressurreição no plano espiritual.
Escutemos as palavras de Paulo e vivamo-las! Ai daqueles que se deitarem sob a tempestade!
Os detritos projetados do monte pelas correntes do aguaceiro poderão sufocá-los, arrastando-os para o fundo do abismo.
(Mensagem extraída da obra "VINHA DE LUZ" capítulo 11)
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